Por Marcell Biemann, arquiteto de Soluções Analíticas da Via Consulting

A série “Dados” chega ao seu sexto texto e hoje vamos falar que uma empresa orientada a dados precisa ser implacável em fazer as perguntas certas e estar constantemente à procura da próxima.

“To ask the right question is already half the solution of a problem.”
Carl Jung

Por que você perderia seu tempo analisando relatórios se você não sabe o que está procurando?

O alicerce fundamental de uma ciência de dados bem-sucedida é a capacidade de fazer os tipos certos de perguntas sobre os dados. Isso está enraizado no entendimento de como o negócio é executado ou como qualquer desafio de negócios se manifesta, ou seja, a melhor aposta é conhecer muito bem o negócio e todos os seus entraves. Uma boa equipe de cientistas de dados cobre todos os requisitos mencionados em Diversidade e Perfis: curiosos, criativos, comunicativos, colaborativos, corajosos solucionadores de problemas, alunos ao longo da vida, realizadores e resilientes.

A maturidade em ciência de dados é exemplificada na busca incessante de novas perguntas a serem feitas (até mesmo questões que nunca poderiam ser respondidas antes) e em fazer perguntas sobre as perguntas! Isso permite que a empresa faça perguntas difíceis em todas as áreas de negócio, com disciplina em como fazer essas perguntas e sem medo de obter a “resposta errada”.

Neste sentido, Advanced Analytics (análises avançadas) é frequentemente descrita como os novos estágios de análise que vão além da inteligência de negócios tradicional (Business Intelligence), conforme escrito em nosso texto Analytics 4.0:

  • Análise Descritiva: retrospectiva – análise de dados históricos e atuais
  • Análise Preditiva: previsão – usando dados do passado para prever o futuro
  • Análise Prescritiva: percepção – compreender sua empresa suficientemente para saber quais decisões, ações ou intervenções levarão ao melhor resultado ideal
  • Análise Cognitiva: “the right sight” – conhecida também como Análise Autônoma – saber a pergunta certa para fazer aos seus dados, no momento certo, no contexto certo, para o caso de uso correto. Essa capacidade “cognitiva” de apresentar não apenas as respostas corretas, mas com as perguntas corretas (especialmente perguntas que nunca foram feitas ou consideradas antes), é o nível mais alto de maturidade analítica e de ciência de dados.

“If I had an hour to solve a problem and my life depended on it, I would spend the first 55 minutes determining the proper question to ask.”
Albert Einstein

Como diz o ditado: “Pergunta ruim é aquela que você não fez”.

 


Referências:
• www.oreilly.com/data/free/files/ten-signs-of-data-science-maturity.pdf
• www.viaconsulting.com.br/empresa-orientada-a-dados-diversidade-e-perfis
• www.viaconsulting.com.br/a-era-do-analytics-4-0

CADASTRE-SE AGORA MESMO

Preencha com o seu email e receba as atualizações do ViaBlog.